quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"AMAR, VERBO INTRANSITIVO"

O dia que hoje começou ruim para mim ao final tornou-se perfeito; troquei várias experiências com uma amiga que não via há mito tempo, criatura fantástica ela. Não era chegada a literatura, mas de um período para cá começou a criar amor pelos livros; fiquei muito feliz porque de há muito desejava trazê-la para o lado da luz, se é que posso falar assim referindo-me ao mundo da ficção.

Não sei de quem foi esta idéia, mas creio que deve ter sido uma pessoa muito iluminada! Ou talvez, não tenha sido mérito de ninguém e sim dela própria, porque tem discernimento para isso e muito mais!

Falou-me que gosta muito de um livro de Mário de Andrade então resolvi comentá-lo hoje.

“Amar, Verbo Intransitivo” é um romance publicado em 1923 onde o autor além de criticar os costumes da sociedade rica paulistana, ele apresenta traços modernistas na obra buscando capturar a alma da mulher através da personagem Fräulein a governanta alemã, que juntamente com Capitu do livro Dom Casmurro de Machado de Assis, são as duas maiores personagens femininas da Literatura Brasileira.

A governanta alemã chega a São Paulo, contratada pelo pai de um jovem da sociedade para iniciá-lo nas artes do amor. O garoto é claro não sabe de nada. Souza Costa é o pai e Elza é uma alemã profissional na arte da iniciação sexual. Oficialmente Fräulein seria a professora de alemão e piano da família.

A princípio Carlos mostra-se desinteressado em sua professora, mas com o passar do tempo vai se envolvendo em sua sedução. Assim as aulas do jovem que seria aprender os clássicos alemães, Goethe, Schiller e Wagner acaba recebendo uma “aula” da mestra e logo se torna um viciado neste “estudo”, evidenciando que a didática da professora era muito boa!

Entretanto o trabalho para o qual fora contratada estava terminado e Fräulein deveria partir para outra missão, e como sempre acontecia nestes casos o seu afastamento era sempre seguido por muitos protestos do aluno.

Souza Costa faz uma armação com Elza e os surpreende durante uma dessas aulas, utilizando-se deste pretexto para separá-los.

Depois de algumas semanas triste ele acaba se conformando com a ida da professora e volta a sua vida normal. Dias após andando pelas ruas ele a reencontra acidentalmente em outro “trabalho” e a cumprimenta com a cabeça, e o livro está terminado.

A obra de Mário de Andrade utiliza-se de técnicas modernas de linguagem; o falar coloquial, o expressionismo e prosa telegráfica, construindo tudo através de flashes ora resgatando o passado ou fixando o preste. E na época de sua publicação causou muito impacto e desafiou os preconceitos da sociedade que ainda não estava preparada para uma obra tão modernista.

Lendo o livro há de se lamentar apenas, digo isso como uma opinião inteiramente pessoal desvinculado de qualquer crítica para obra tão importante, que Mário não tenha colocado um titulo mais sugestivo de capa, porque a primeira vista, e para os desavisados parece mesmo tratar-se de um livro de poesia, gramática, ou um compendio didático qualquer da língua. Além de que, existe ehi uma contradição muito grande, afinal o verbo "amar" é transitivo direto e não intransitivo!Certamente a conotação do autor é para um sentido mais abstrato.

Eu colocaria em lugar de “Amar, Verbo Intransitivo” o nome dela, a heroína que é a alma do livro “FRÄULEIN” (Senhorita). E, estamos conversados! A garota que adora este livro poderá dormir descansada...

elandi@ibest.com.br
http://mycapitu.blogspot.com/

3 comentários:

  1. Mt bem garoto @_ _@
    Não perde a chance néah ?
    Bjs

    Valéria Victal

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  2. Muito bem digo eu, que agora fico a imaginar a ambiguidade desta sua frase; se é como estou pensado é sempre bom aproveitar-se as portunidades! Mas, existe a possibilidade de um duplo sentido, que não consigo captar!...(rsrs).

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  3. Bem como vc sabe que somos bastante amáveis uns com os outros claro que estou falando dos elogios ^---^

    Valeria Victal

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