domingo, 31 de janeiro de 2010

EM BUSCA DO SONHO IMPOSSÍVEL

Tarde de domingo, temperatura de 31 graus centigrados, céu encoberto por nuvens esparsas. Um dia assim dá vontade de pensar em tudo, menos em ficar em casa.
Fiquei!

E sabem em que estava pensando? Adivinhem!
É certo que não adivinham mesmo; pensava em realizar um sonho impossível.
Coisa tola esta idéia, suponho; se é impossível, então porque estou a imaginar realizá-la?

Creio que tem tudo a ver com o sentimentalismo romântico de ver o mundo, a beleza melancólica e triste que encontrei em um livro, retratando a recusa da maturidade, a incapacidade de ficar velho e aquela vontade que todos temos de continuar jovens belos e ricos para sempre!

O livro é de F. Scott Fitzgerald (1896-1940), e tem por título “O Grande Gatsby” e desde que foi lançado em 1927, tornou-se uma das imagens mais significativas do sonho americano, numa atmosfera de alegria e vazio que toma conta da obra.

"O Grande Gatsby" se passa na Long Island dos anos 20, com jovens belas e exóticas, muito álcool, jazz, elegância, glamour e, pairando sobre tudo, a certeza de que a vida seria uma festa sem fim.

'O Grande Gatsby' conta uma história de amor, Gatsby e Daisy se conheceram há cinco anos, ela apenas uma bela garota de Lousville e ele um baixo oficial da marinha. Apesar da grande paixão, enquanto Gatsby está numa viagem pelos mares, Daisy se casa com o bruto, insensível, mas muito rico Tom Buchanan.

Depois da guerra, Gatsby se dedica cegamente a enriquecer para, assim, reconquistar Daisy. Já milionário, ele compra uma mansão vizinha a de seu amor em Long Island.

Na verdade, Gatsby é aquele tipo de homem que faz de tudo, acumula grande fortuna, sem que se possa saber como, e se torna figura lendária de uma América próspera, embalada pelo ritmo do jazz, as máquinas de Detroit e o cinema de Hollywood. Sua história de ascensão é narrada por um personagem Nick Carraway, um convidado de suas festas. Carraway logo descobre a infelicidade íntima de seu "herói" que cultiva um antigo amor, mal resolvido, pela mulher de Ton.

A temática do O Grande Gatsby está na forma como o protagonista constrói a fortuna que o tornou em alguém e que não é bem visto pela sociedade local. Também a integração daqueles que vêm de fora da Grande Metrópole, provenientes do interior ou de outros estados, pessoas como Nick, Jay ou Daisy, e se vêem diante de sérias dificuldades para serem aceitos nos restritíssimos círculos de que é composta a nata elitizada da Costa Leste.

Jay Gatsby, é movido apenas por um sonho; a riqueza que construiu, as grandes festas, tudo tinha só uma finalidade, reconquistar o amor de Daisy, o grande sonho de sua vida! Mas, se no passado ele pobre, ela menina rica e mimada, agora mãe de uma filhinha a qual faz pouco caso, Daisy sente fascinada pela sua vida social e não tem coragem em abandonar o marido boçal

Jay continua a promover grandes festas e aguarda certo de que ela vai aparecer.
Ainda apaixonada, mas sem decidir-se, Daisy vai a sua procura e uma grande tragédia se anuncia.

Este é o sonho impossível do "Grande Gatsby", o meu, e de todos; ao pressentir os nossos sentimentos mal amados escorregar-se pelos dedos; diluindo-se em pó à passagem inexorável do tempo, sem que nada se possa fazer para juntá-los a nós!

Este é o sonho quixotesco impossível, em lutar pelas causas sem solução, alimentando a romântica idéia de que é possível sonhar, na esperança de recuperar o tempo que se foi; o tempo perdido!

“É isso, meu velho”. Como dizia Jay Gatsby.

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4 comentários:

  1. Olá, tudo bem? Não li "O grande Gatsby" mas assisti ao filme, muito bom, com Robert Redford - lindíssimo! - e Mia Farrow.

    Também vi que o seu filme favorito é "E o vento levou" - o da minha mãe também. Ela já assistiu, no cinema e em DVD, mais de 40 vezes! Ufa! É muito tempo de vida, considerando que o filme tem quatro hotas de duração!

    Beijos, obrigada pela visita e o comentário no meu blog.

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  2. Deu até vontade de ler !
    Beeeeijo
    xD

    Valéria Victal

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  3. Valéria Martins, o filme é ótimo mesmo, adapatado do livro ficou muito diferente não. Pena que o final foi trágico! Jay é um personagem fantático,sincero e apaixonado; tenho em mim que pessoas assim deveriam viver para sempre, mesmo que seja apenas em nossa memória!
    O Filme "E o Vento Levou" com os saudosos Clark Gable e Vivien Leigh é uma obra de arte, e como tal, deve ser apreciado sempre! Sua mãe está certíssima.
    beijos.

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  4. Valéria Victal, então? Leia querida! Asseguro-te que não perderás o teu tempo!

    Beeeeijo
    xD

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