terça-feira, 19 de janeiro de 2010

VARIAÇÕES SOBRE UM TEMA

O Grande Escritor Arthur Miller fez uma declaração que me levou a escrever o meu primeiro Romance intitulado SELVA, e gostei tanto dela que a coloquei em destaque na ultima página do livro.

A obra foi editada como produção independente; vendi alguns, dei outros tantos, mas na verdade a repercussão foi incipiente; ou seja, foram aquém das minhas expectativas de autor.

Claro que, não esperava ficar rico nem famoso de uma hora para outra igual ao Paulo Coelho, mas que me lessem, lessem só não; que me comentassem também!

O livro conta uma estória em primeira pessoa de um homem maduro que acaba perdido em uma selva tendo em sua companhia uma jovem, que como ele escapara do desastre aéreo

A selva como pano de fundo da trama, muito mais do que se possa imaginar, não é somente a simples evocação de uma floresta ou pessoas perdidas em um fim de chão qualquer. É isto sim nas entrelinhas, o surrealismo do próprio planeta, que girando impassível e indiferente às incertezas das misérias e lamúrias humanas está a prenunciar que nada jamais irá mudar; a dor será eterna e a felicidade nunca existirá: este mundo é um local perdido para se viver!

O livro, sobretudo é humano e terno, entretanto, penetra profundamente na realidade psíquica de um homem, que faz severa critica a sociedade, aos políticos, os destruidores do planeta e aos costumes de um modo geral; diria que é uma dessas obras que além de nos entreter nos põe a pensar.

Hoje fico a olhar os exemplares que me restaram soturnos e esquecidos em minha estante, e fico a pensar na declaração de Arthur Miller:

“Se tem sorte o escritor pode mudar o mundo se é capaz de contar uma história incendiando a imaginação aos seus leitores com ações simbólicas, mas quando você escreve, não sabe jamais se o que fez penetrará no espírito das pessoas”.

E, agora olhando os meus livros ali em estado de hibernação, repousando placidamente em minha estante, e pensando nas palavras de Arthur dá até vontade de chorar!... Mesmo sabendo que homens não choram!...

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